Escrito por Informaticadasmeninas às 22h56
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 Ensinar, aprender: leitura do mundo, leitura da palavra

 

Paulo Freire  ApaixonadoApaixonado Paulo Reglus Neves Freire nasceu no dia 19 de setembro de 1921 em Recife, Pernambuco. Aprendeu a ler e a escrever com os pais, à sombra das árvores do quintal da casa em que nasceu. Tinha oito anos quando a família teve que se mudar para Jaboatão, a 18 km de Recife. Aos 13 anos perdeu o pai e seus estudos tiveram que ser adiados. Entrou no ginásio com 16 anos. Aos 20 conseguiu uma vaga na Faculdade de Direito do Recife.
O estudo da linguagem do povo foi um dos pontos de partida da elaboração pedagógica de Paulo Freire, para o que também foi muito significativo o seu envolvimento com o Movimento de Cultura Popular (MCP) do Recife. Foi um dos fundadores do Serviço de Extensão Cultural da Universidade do Recife e seu primeiro diretor. Através desse trabalho elaborou os primeiros estudos de um novo método de alfabetização, que expôs em 1958. As primeiras experiências do Método Paulo Freire começaram na cidade de Angicos, no Rio Grande do Norte, em 1962, onde 300 trabalhadores foram alfabetizados em 45 dias. No ano seguinte, foi convidado pelo presidente João Goulart para repensar a alfabetização de adultos em âmbito nacional. O golpe militar interrompeu os trabalhos e reprimiu toda a mobilização popular.


Nenhum tema mais adequado para constituir-se em objeto desta primeira carta a quem ousa ensinar do que a significação crítica desse ato, assim como a significação igualmente crítica de aprender. É que não existe ensinar sem aprender e com isto eu quero dizer mais do que diria se dissesse que o ato de ensinar exige a existência de quem ensina e de quem aprende. Quero dizer que ensinar e aprender se vão dando de tal maneira que quem ensina aprende, de um lado, porque reconhece um conhecimento antes aprendido e, de outro, porque, observado a maneira como a curiosidade do aluno aprendiz trabalha para apreender o ensinando-se, sem o que não o aprende, o ensinante se ajuda a descobrir incertezas, acertos, equívocos.

O aprendizado do ensinante ao ensinar não se dá necessariamente através da retificação que o aprendiz lhe faça de erros cometidos. O aprendizado do ensinante ao ensinar se verifica à medida em que o ensinante, humilde, aberto, se ache permanentemente disponível a repensar o pensado, rever-se em suas posições; em que procura envolver-se com a curiosidade dos alunos e dos diferentes caminhos e veredas, que ela os faz percorrer. Alguns desses caminhos e algumas dessas veredas, que a curiosidade às vezes quase virgem dos alunos percorre, estão grávidas de sugestões, de perguntas que não foram percebidas antes pelo ensinante. Mas agora, ao ensinar, não como um burocrata da mente, mas reconstruindo os caminhos de sua curiosidade razão por que seu corpo consciente, sensível, emocionado, se abre às adivinhações dos alunos, à sua ingenuidade e à sua criatividade o ensinante que assim atua tem, no seu ensinar, um momento rico de seu aprender. O ensinante aprende primeiro a ensinar mas aprende a ensinar ao ensinar algo que é reaprendido por estar sendo ensinado.

O fato, porém, de que ensinar ensina o ensinante a ensinar um certo conteúdo não deve significar, de modo algum, que o ensinante se aventure a ensinar sem competência para fazê-lo. Não o autoriza a ensinar o que não sabe. A responsabilidade ética, política e profissional do ensinante lhe coloca o dever de se preparar, de se capacitar, de se formar antes mesmo de iniciar sua atividade docente. Esta atividade exige que sua preparação, sua capacitação, sua formação se tornem processos permanentes. Sua experiência docente, se bem percebida e bem vivida, vai deixando claro que ela requer uma formação permanente do ensinante. Formação que se funda na análise crítica de sua prática.

Escrito por Informaticadasmeninas às 20h02
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O que voce achou do esquema montado para melhor Visualização de como funciona o EJA???

E tambem tem fotos para mostrar que EJA tem todos os tipos de idade!!!

Para melhor VISUALIZAR a figura, clique na imagem e coloque em salvar como arquivo...depois é so procurar onde salvou!!!

Escrito por Informaticadasmeninas às 19h52
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Um pouco sobre a história do EJA do La Salle - Canoas/RS...

O EAJA La salle iniciou suas atividades em 1995, como projeto, com apenas dez alunos, todos funcionários da instituição.

Em 1998 tornou-se programa.

Recentemente organizou o seu Projeto Político Pedagógico, o qual permance até hoje.

O enfoque do programa é ensino, pesquisa e extensão.

Atualmente participam do programa estagiários e voluntários dos cursos da própria instituição e também de outras. Os profissionais que atuam no EAJA contam com a supervisão dos professores de prática de ensino e da coordenação do programa.

Em 2009 o programa possui quatro turmas. São elas: Alfabetização, Pós-Alfabetização, Ensino Fundamental de 5ª a 8º Série e Ensino Médio.

JóiaJóiaMaiores informações: http://www.unilasalle.edu.br/canoas/pagina.php?id=41

Escrito por Informaticadasmeninas às 12h26
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Vídeo para motivar alunos do EJA!Muito felizMuito felizMuito feliz

Escrito por Informaticadasmeninas às 11h56
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Educação de Jovens e Adultos

A educação de jovens e adultos, visando a transformação necessária, com o objetivo de cumprir de maneira satisfatória sua função de preparar jovens e adultos para o exercício da cidadania e para o mundo do trabalho, necessita de mudanças significativas.

Essas mudanças foram norteadas pelos valores apresentados na Conferência Internacional de Hamburgo, na Lei 9394/96, no Parecer CEB 11/00, que estabelece as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação de Jovens e Adultos e na Deliberação 08/00 CEB.

Sendo assim, e de acordo com os Parâmetros Curriculares Nacionais para a concretização de uma prática administrativa e pedagógica verdadeiramente voltada para o cidadão, é necessário que o processo de ensino-aprendizagem, na Educação de Jovens e Adultos seja coerente com:

a) os Princípios Éticos da Autonomia, da Responsabilidade, da Solidariedade e do Respeito ao Bem Comum;

b) os Princípios Políticos dos Direitos e Deveres de Cidadania, do exercício da Criticidade e do respeito à Ordem Democrática;

c) os Princípios Estéticos da Sensibilidade, da Criatividade, e da diversidade de Manifestações Artísticas e Culturais;

E ainda, conforme as Diretrizes Curriculares Nacionais:

I - A Estética da Sensibilidade, que deverá substituir a da repetição e padronização, estimulando a criatividade, o espírito inventivo, a curiosidade pelo inusitado, e a afetividade, bem como facilitar a constituição de identidades capazes de suportar a inquietação, conviver com o incerto e o imprevisível, acolher e conviver com a diversidade, valorizar a qualidade, a delicadeza, a sutileza, as formas lúdicas e alegóricas de conhecer o mundo e fazer do lazer, da sexualidade e da imaginação um exercício de liberdade responsável.

II - A Política da Igualdade, tendo como ponto de partida o reconhecimento dos direitos
humanos e dos deveres e direitos da cidadania, visando a constituição de identidades que busquem e pratiquem a igualdade no acesso aos bens sociais e culturais, o respeito ao bem comum, o protagonismo e a responsabilidade no âmbito público e privado, o combate a todas as formas discriminatórias e o respeito aos princípios do estado de Direito na forma do sistema federativo e do regime democrático e republicano;

III - A Ética da Identidade, buscando superar dicotomias entre o mundo da moral e o mundo da matéria, o público e o privado, para constituir identidades sensíveis e igualitárias no testemunho de valores de seu tempo, praticando um humanismo contemporâneo, pelo reconhecimento, respeito e responsabilidade e da reciprocidade como orientadoras de seus atos na vida profissional, social, civil e pessoal.

Por isso, a presente proposta e o currículo dela constante incluirá o desenvolvimento de competências básicas, conteúdos e formas de tratamento dos conteúdos que busquem chegar às finalidades da educação de jovens e adultos, a saber:

I - Desenvolvimento da capacidade de aprender e continuar aprendendo, da autonomia intelectual e do pensamento crítico;

II - Constituição de significados socialmente construídos e reconhecidos como verdadeiro sobre o mundo físico e natural, sobre a realidade social e política;

III - Domínio de competências e habilidades necessários ao exercício da cidadania e do trabalho;

IV - Desenvolvimento da capacidade de relacionar a teoria à prática e o desenvolvimento da flexibilidade para novas condições de ocupação ou aperfeiçoamento posteriores;

V - Uso das várias linguagens como instrumentos de comunicação e como processos de constituição de conhecimento e de exercício da cidadania. (Parâmetros Curriculares Nacionais)

Fundamentado no princípio pedagógico da interdisciplinaridade, tem-se presente que a mesma pressupõe que todo conhecimento mantém um diálogo permanente com outros conhecimentos e que o aluno deverá ter desenvolvida sua capacidade de perceber essa relação entre os vários conhecimentos, entendendo as disciplinas como partes das áreas de conhecimentos que carregam sempre um certo grau de arbitrariedade e não esgotam isoladamente a realidade dos fatos físicos e sociais, sendo necessário buscar uma compreensão mais ampla da realidade.

E, na observância da contextualização a escola terá presente que:

I - Na situação de ensino e aprendizagem, o conhecimento é transposto da situação em que foi criado, inventado ou produzido, e por causa desta transposição didática deve ser relacionado com a prática ou a experiência do aluno a fim de adquirir significado;

II - A relação entre teoria e prática requer a concretização dos conteúdos curriculares em situações mais próximas e familiares do aluno, nas quais se incluem as do trabalho e do exercício da cidadania;

III - A aplicação de conhecimentos constituídos na escola às situações da vida cotidiana e da experiência espontânea permite seu entendimento, crítica e revisão. (Parâmetros Curriculares Nacionais)

Diante do mundo globalizado, que apresenta múltiplos desafios para o homem, a educação surge como uma utopia necessária indispensável à humanidade na construção da paz, da liberdade e da justiça social.

Deve ser encarada, conforme o Relatório da Comissão Internacional sobre a Educação para o Século XXI, da UNESCO, entre outros caminhos e para além deles, como uma via que conduz a um desenvolvimento mais harmonioso, mais autêntico, de modo a fazer recuar a pobreza, a exclusão social, as incompreensões, as opressões e as guerras.

A nova concepção deve fazer com que todos possam descobrir, reanimar e fortalecer seu potencial criativo. Isto supõe que se ultrapasse a visão puramente instrumental da educação, considerada como a via obrigatória para obter certos resultados (saber-fazer, aquisição de capacidades diversas, fins de ordem econômica) e se passe a considerá-la em toda sua plenitude: como realização da pessoa que, na sua totalidade, aprende a ser.

Nessa perspectiva, a educação deve organizar-se em torno de quatro aprendizagens fundamentais: aprender a conhecer adquirindo instrumentos de compreensão; aprender a fazer para agir sobre o meio envolvente; aprender a viver juntos, para participar e cooperar com os outros em todas a atividades humanas; aprender a ser para melhor desenvolver a sua personalidade. (Jacques Delors)

Desta forma, a educação de jovens e adultos deve ser pensada como um modelo pedagógico próprio, com o objetivo de criar situações de ensino-aprendizagem adequadas as necessidades educacionais de jovens e adultos, englobando as três funções: a reparadora, a equalizadora e a permanente, citadas no Parecer 11/00 da CEB/CNE.

Segundo o Parecer, a função reparadora significa a entrada no circuito dos direitos civis pela restauração de um direito negado: o direito a uma escola de qualidade e o reconhecimento de igualdade de todo e qualquer ser humano.

A função equalizadora dará cobertura a trabalhadores e a tantos outros segmentos da sociedade possibilitando–lhes a reentrada no sistema educacional.

Finalmente, a educação de jovens e adultos deve ser vista como uma promessa de qualificação de vida para todos, propiciando a atualização de conhecimentos por toda a vida. Isto é a função permanente da educação de jovens e adultos.

Você ja tinha o conhecimento destes direitos e de como funciona a escola para jovens e adultos EJA?Mayre B. C. Vigna

Escrito por Informaticadasmeninas às 10h00
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Texto retirado do site: http://www.clicabrasilia.com.br/portal/noticia_new.php?IdNoticia=97893

Projeto ajudará 700 mil pessoas a voltar para a escola

04/05/2009 - 13:26:53


Cerca de um quarto da população do Distrito Federal não concluiu o ensino médio. São quase 700 mil pessoas com mais de 15 anos que abandonaram a escola e precisam trabalhar para garantir a sobrevivência. Iniciativa inédita vai garantir que esse contingente volte a estudar e, ao mesmo tempo, seja inserido no mercado de trabalho.

A Universidade de Brasília participa de um dos nove grupos de pesquisa que vai integrar a Educação de Jovens e Adultos (EJA) e o ensino profissionalizante no DF. Atualmente, o estudante precisa terminar o ensino médio antes de ingressar em um curso técnico. O projeto propõe estudo simultâneo para favorecer esses alunos e evitar a evasão escolar.

O trabalho começou em 2007, em caráter experimental, e agora os pesquisadores vão firmar parceria para consolidar e implementar as atividades. O termo de cooperação entre a UnB, a Secretaria de Educação, a Secretaria de Ciência e Tecnologia e o Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Brasília será assinado até o fim de maio. “Vamos institucionalizar a política de integração entre a EJA e o ensino profissionalizante”, afirma o professor da Faculdade de Educação e coordenador do projeto na UnB, Remi Castioni.

“É uma nova concepção de educação. O aluno adquire conhecimentos com potencial para serem aproveitados na ocupação profissional futura”, explica Castioni. No Brasil, setenta milhões de pessoas têm mais de 15 anos e não concluíram o ensino médio, o que representa um terço da população.

“Há uma questão de sustentabilidade. Para esses alunos, o trabalho é fundamental e eles não podem perder tempo. É muito importante eles terem o ensino médio e profissionalizante simultaneamente”, aponta a pesquisadora Maria Luiza Angelim, também professora da Faculdade de Educação.

Na prática – A primeira iniciativa começou em 2007, com o projeto ProEja Transiarte, em Ceilândia. Alunos do Centro de Ensino Médio 3 fazem têm aulas profissionalizantes no Centro de Educação Profissional de Ceilândia. Uma das disciplinas é a Ciberarte I, criada no início deste ano para atender 22 alunos.

Os estudantes desenvolvem trabalhos artísticos digitais, como vídeos, desenhos, fotografias manipuladas digitalmente e sons. Tudo fica disponível no Portal Interativo do projeto. O professor e pesquisador Lúcio Teles criou o conceito de “transiarte”, que deu base à iniciativa.

“É uma expressão artística virtual e, ao mesmo tempo, um aprendizado na área de tecnologia”, esclarece Teles. “O aluno também aprende habilidades técnicas e esse conhecimento pode ser aproveitado num curso profissionalizante de webdesign, edição de vídeo.”

A dona de casa Aurora Ferreira Pires, de 58 anos, aprovou a ideia. “Pra mim, computador era um bicho papão, tinha medo de chegar perto”, diz a estudante do CEM 03. “Estou amando o curso e quero continuar estudando. Já sei desenhar, navegar na internet.”

Serviço

Informações nos sites http://proejatransiarte.cefetgo.br/index.php e http://www.forumeja.org.br/df/.

UnB Agência

O que você achou deste projeto???Deixe sua opinião!!!Jóia 

Escrito por Informaticadasmeninas às 16h30
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 Riso Entre os Muros da Escola” trata da realidade de um escola na periferia de Paris, mas pode falar pelo Brasil Riso

É possível que seu navegador não suporte a exibição desta imagem.

Entendo e proponho que este título sirva não só como uma espécie de metáfora retirada do título do filme do Laurent Cantet, Entre os Muros da Escola (em cartaz na Capital) mas, especialmente, como uma chave de leitura para a compreensão das inúmeras tentativas de interação que a escola pode e tem condições de agir no sentido da construção de uma ‘educação de qualidade’ em cada entorno social onde ela estiver. Aliás este filme bem que poderia fazer parte de vários roteiros daquilo que também ocorre em nossas escolas públicas. Penso naquelas que tenho algum conhecimento e que estão situadas em nosso Estado e em especial em torno de nossa capital. Escrevo isso porque muitos de nós, professores, nos deparamos com essa conhecida situação de uma sala de aula onde estão adolescentes que convivem em cotidianas relações com o mundo adulto, tanto conosco como com os quadros gestores das escolas, nas figuras dos supervisores, orientadores e a sua própria direção. 
 
Neste filme o ‘tom’ realista da cultura escolar se acentua nas diversas reuniões de avaliação coletiva dos alunos através dos nossos conhecidos ‘conselhos de classe’. Nesse cenário interativo é que o filme revela sua qualidade e potência pois trata o simples e repetitivo, do cotidiano escolar, como fonte para um criativo roteiro que nos faz rever o quanto ainda precisamos nos debruçar sobre como ocorrem as relações nesse microterritório de uma sala de aula e o quanto fazem também parte de uma totalidade sóciocultural. 
 
O título deste comentário é uma resposta que já lanço de início, pois os ‘muros’ apresentados no filme se mostram pelas culturas dos adolescentes em suas origens africanas, asiáticas, latino-americanas e francesas, todas combinadas nas vivências cotidianas de uma sala de aula. Instigante isso para o campo da pedagogia, pois estamos, em nosso país, num momento de elevada produção científica, em qualidade e quantidade, tanto em nossas faculdades de educação quanto nos institutos isolados de pesquisa. Assim, as contribuições das diversas áreas do conhecimento se tornam cada vez mais explícitas em aproximações com as práticas de sala de aula e na formação de professores. Mesmo que as especificidades da psicologia da educação, da psicopedagogia e teorias da aprendizagem estejam com sólidas trajetórias nas suas produções, constata-se também a indispensável contribuição e parcerias das áreas das ciências sociais, especialmente as da história, da sociologia, da antropologia, entre outras. No movimento relacional entre os campos do conhecimento e junto às práticas pedagógicas docentes de nossas escolas se combinam criativas e compreensivas fundamentações sobre o ato de ensinar. Também “quem são os nossos alunos e como eles aprendem”, bem como na fundamentação de processos formativos docente no sentido de “como nossos professores ensinam”. 
 
Ora, o filme não foi resultante de um insight isolado, único e espontâneo de parte do seu diretor. Foi na disciplinada busca de situações vividas por estudantes – adolescentes, num período bem longo (quase um ano) em que a “metodologia de pesquisa interativa” com jovens que vivem na França que a equipe do filme obteve um vivo conjunto de depoimentos que serviram para a estruturação do filme em sua tradução possível no tempo e no cenário, quase único, de uma sala de aula. O mesmo diálogo que sustentou essa busca de registros e também para a seleção dos atores (leigos em sua maioria) é que nos traz de volta aquilo que foi cunhado por educadores brasileiros como Paulo Freire e Miguel Arroyo a respeito dos temas e palavras geradoras, que tentam compreender a vida vivida pelos alunos de nossas escolas. 
 
A centralidade do diálogo, entre o professor e sua turma, poderia nos levar a uma visão somente parcial, somente positiva ou idealizada do efetivamente “vivido” na sala de aula, corredores, pátio e reuniões. Somos brindados com plásticas cenas e planos diretos de imagens que mostram os jeitos de escrita dos alunos em seus cadernos, as suas caretas, as suas trocas de olhares; seus cochichos e seus silêncios. Teríamos aí uma espécie de “proposta pedagógica” a ser seguida. Mas o diretor trouxe também imagens e falas do professor com a mesma densidade daquelas dos alunos. 
 
Mas no momento em que os alunos desconfiam do pedido do professor para que escrevessem sobre suas vidas e de seus gostos revela-se o limite desse procedimento. O filme tem aí uma contribuição diferenciada, pois não simplifica a complexidade das interações entre jovens e adultos. O professor, como uma clássica atividade de sala de aula, tenta capturar informações para “sua” função de ensinar, informar e controlar. Os conteúdos e as correções sobre o ensino da língua francesa ficam como ferramentas auxiliares e subordinadas a esse poder do professor, e os alunos percebem e questionam esse procedimento. O realismo desse registro por parte do cineasta sinaliza um imenso respeito aos profissionais da educação que se torna, ao mesmo tempo, uma pista para continuidades em outros “entornos sociais” na medida em que supera uma certa tradição do pensamento pedagógico do “converter ao bom caminho e aos bons resultados”, apagando limites e contradições de nossas práticas de sala de aula. Confidencio que o meu gosto pelo filme está na sua intencionalidade em ser nada mais e nada menos do que uma explícita tentativa em “desvelar” o vivido na sala de aula, entre alunos e o professor e com as conexões possíveis com o entorno social e cultural dos alunos adolescentes e, ao mesmo tempo, como o mundo adulto se manifesta dentro dos seus territórios profissional e pessoal. Isso é muito bom mesmo, pois se no contexto da França o desempenho do professor foi associado como do “colonizador”, ao passar a “língua culta” como norma nós poderemos entender como outros conteúdos podem (ou não) exercer a mesma função disciplinadora. O foco não é a quantidade ou a qualidade do conteúdo, culto ou “popular”, mas sim a mediação que o professor (adulto) realiza num processo de ajustes dos mundos e culturas de seus alunos (adolescentes) em suas múltiplas formas. 
 
Depois da sessão de cinema, a gente fica com a cabeça em ebulição, assim como saímos de nossas aulas, provocados que fomos pelas cenas de um ano letivo tão bem concentrado em apenas duas horas do filme. Saí afetado por uma das cenas mais curtas e, ao mesmo tempo, mais silenciosas e até uma tanto lenta se comparada com o restante do filme. Após a entrega das histórias de vida de cada aluno, devidamente avaliadas pelo professor, quando todos já tinham saído festivamente da aula, uma aluna negra, dirige um expressivo olhar ao professor. A linguagem do olhar se transporta para a fala e ela diz, quase sussurrando: “Eu não aprendi nada” para responder a pergunta de despedida, de final de ano sobre o que cada aluno tinha aprendido ao longo do ano. O cineasta produziu continuidades com essa tomada, imagino eu, fazendo um convite para que a gente reaja também. Ficou em aberto o que fazer... e, por isso, no título, o plural nas pedagogias, nos diálogos e nos muros. Penso que o Cantent, neste filme, pedagogiou! 
 
* Professor colaborador PPG/EDU/UFRGS (programa de pós graduação em educação UFRGS) e do mestrado Unilasalle.

Nilton Bueno Fischer *

 Bem humorado E você o que pensa sobre o tema abordado no filme??? Deixe sua opinião...

Escrito por informaticadasmeninas às 18h42
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EAJA para colaboradores no Unilasalle

  O Unilasalle Canoas inicia nesta terça-feira, 7 de abril, um projeto especial de educação para os colaboradores. Levantamento feito junto à equipe apontou que 32 colaboradores não têm o ensino médio concluído e 19 não têm o ensino fundamental.
 A coordenação de gestão de pessoas propôs então a realização de um projeto para atender estes 47 colaboradores, criando uma edição especial do Programa EAJA – Ensinando e Aprendendo com Jovens e Adultos – que atendesse às necessidades do grupo. Assim, foi criada uma turma que terá aulas duas vezes por semana, às terças e quintas-feiras, no horário das 18h30min às 20h30min. O grupo trabalhará por módulos com disciplinas, iniciando por Língua Portuguesa. O programa foi estruturado no formato de oficinas, para melhor atender ao grupo.
 O programa especial para os colaboradores foi idealizado setor de Gestão de Pessoas com o apoio do setor de Projetos Sociais do Unilasalle.

O que você achou dessa idealização no Unilasalle???
 

Escrito por informaticadasmeninas às 20h24
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O LeitorAssistindo ao filme "O Leitor", vemos claramente Kate Winslet  ... chegar à fase adulta sem qualquer alfabetização.Embora o filme não forneça elementos que expliquem o porque da personagem, Hanna, chegar à fase adulta sem qualquer alfabetização, fornece elementos de sobra para construir um personagem que, devido à carência e vergonha causados por esse analfabetismo, acaba por brutalizar-se e às suas relações.
O amor à leitura, torna ainda mais intensa a vergonha pela condição de analfabeta e ela se vale de todas as oportunidades/pessoas para se aproximar desse universo proibido que sãos os livros.
Seus empregos, sua vida, suas relações... tudo é pautado por essa ânsia de conhecimento das palavras, culminando por levá-la à prisão perpétua, não apenas para esconder um grande segredo, mas sua grande vergonha.

Você ja assistiu o filme "O Leitor" ??? O que achaste???

Escrito por informaticadasmeninas às 21h32
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EJA- Educação de jovens e adultos

 

Olá pessoal nosso blog abordará o seguinte tema:  Educação de jovens e Adultos (EJA). Iremos falar sobre a educação de jovens e adultos, as dificuldades de superação  da distorção série/idade. portanto a mesma apresenta perspectivas de auto-realização pessoal e coletiva, dando novos domínios e saberes contemporâneos.

 

 

 

 

Escrito por informaticadasmeninas às 20h39
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